Notícia postada em 08/06/2015
Entrevista exclusiva: Saiba mais sobre a vida do presidente da Fecomércio Adelmir Santana

Elsânia Estácio
 Créditos da Foto: Cristiano Costa 

Adelmir Santana é um empresário brasileiro, natural de Nova Iorque, município do estado do Maranhão. Residente da capital federal desde 1964, Santana se formou em administração de empresas e atuou como funcionário público até meados de 1971. Após esta data, o empresário ingressou em uma multinacional farmacêutica onde permaneceu por 15 anos, período que o levou a abrir o próprio negócio, consolidando assim a rede de Drogarias Vison. Atualmente, Adelmir Santana está no quarto mandato como presidente do Sistema Fecomércio/DF – Sesc, Senac, Instituto Fecomércio e Federação do Comércio. Além do trabalho que desenvolve na Federação, o empresário dedica tempo a esposa Maria José Santana com quem tem três filhos e cinco netos. Não podemos deixar de salientar que durante o período de 2003 a 2011, Santana atuou como senador pelo Distrito Federal onde desenvolveu trabalhos importantes, como exemplo podemos mencionar a relatoria da Lei do Microempreendedor Individual (MEI).


J.U: Qual a função da Fecomércio? E quando foi criada?


Santana: A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) foi criada em outubro de 1970 pela representação de cinco sindicatos patronais – de Lojistas, Produtos Farmacêuticos, Corretores de Imóveis, Revendedores de Automóveis e Varejistas de Carnes. Atualmente a Fecomércio é um órgão sindical de grau superior não estatal que influencia e fortalece os setores de comércio e serviços. A instituição também é responsável por administrar no DF o Sistema Fecomércio. Fazem parte desse sistema, além da própria federação, o Instituto Fecomércio (IF), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e o Serviço Social do Comércio (SESC). Dentre os seus objetivos, a Federação procura orientar, coordenar, proteger e representar perante as autoridades administrativas e judiciárias todas as atividades e categorias econômicas dos setores de Comércio, Serviços e Turismo. Busca, assim, contribuir para o desenvolvimento econômico, social e político do DF.


J.U: Neste mês, completa um ano da sua reeleição, como é estar à frente desta instituição?


Santana: A sensação é de agradecimento e motivação. As eleições na Fecomércio-DF ocorreram em maio de 2014, em um processo eleitoral marcado pela transparência e democracia. Com total participação dos sindicatos da base, foi formada uma chapa única que teve a unanimidade dos votos. Encaramos a eleição como um reconhecimento. Na gestão passada, revitalizamos a marca e os meios de comunicação institucionais. Por meio da Assessoria Legislativa, expandimos o trabalho de acompanhamento parlamentar e analisamos mais de 700 matérias de interesse dos empresários. E com o departamento de Certificação Digital, ampliamos os produtos, oferecendo certificados eletrônicos de CPF e CNPJ, além da Nota Fiscal Eletrônica.


Além disso, a Fecomércio-DF se preocupou com temas primordiais para o cidadão. A instituição liderou, entre outros, movimentos contra a corrupção, por mais segurança e pela redução da carga tributária. Esses mesmos pontos foram discutidos em sabatinas realizadas por nós com os candidatos ao governo do DF. Ainda nesse sentido, criamos o projeto Brasília 2015, pelo qual entregaremos ao próximo governante um documento com as sugestões do Comércio para superar os problemas da capital. Por meio do SESC e do SENAC levamos saúde, educação, cultura e lazer para o comerciário, e com o Instituto Fecomércio investimos em pesquisas e na integração entre empresa e escola. Isso faz da nossa instituição uma entidade do tamanho do Distrito Federal. E queremos que o Distrito Federal seja do tamanho dos nossos sonhos. Por isso, seguiremos firme na defesa dos setores de Comércio e Serviços.


J.U: Como que o senhor ver a atual situação econômica do Brasil?


Santana: A economia nacional passa por um momento de incertezas. O governo precisa manter um diálogo frequente e mais aberto com os empreendedores, que são os pilares da economia. A palavra de ordem em 2015 deve ser reestruturação, onde o Estado invista em planejamento e dê mais espaço para a economia girar. Assim, o setor produtivo poderá aproveitar as oportunidades para assumir investimentos e expandir a produção de forma segura e sustentável.


J.U: Existe expectativa em relação ao crescimento do comércio para 2015?


Santana: Atualmente, o comércio vive um momento de instabilidade. O que temos observado desde o ano passado é uma desaceleração contínua nas vendas, também podemos notar aumento da inflação, encargos elevados, juros nas alturas e o consumo das famílias em desaceleração, tanto pela inflação quanto pela menor oferta de crédito. Esses e outros fatores dificultaram o crescimento da economia brasileira no ano de 2014 e no início de 2015. Esses pontos aqui colocados desanimam os empresários de todo país. Para alcançar níveis satisfatórios de crescimento em 2015 é preciso tirar reformas estruturais do papel e implantar uma política adequada de geração e distribuição de renda. Além de melhorar o ambiente de negócios brasileiros.


J.U: No mês de maio, é comemorado o Dia do Trabalhador, o que o empresário e presidente da Fecomércio DF deseja a estes trabalhadores?


Santana: Resultado de muitas lutas, o Dia do Trabalhador marca as conquistas dos operários adquiridas ao longo dos anos. Por isso, é importante homenagear a todos que com o seu trabalho e dedicação ajudam a construir uma sociedade mais justa e igualitária.




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